Alcione Wagner

Neste mês de Junho tem início ao inverno brasileiro no dia 21/06, às 17h 51 (horário de Brasília). O fenômeno meteorológico El Niño chegou a sua etapa final, atualmente estamos em uma fase neutra no Pacífico Equatorial, mas os modelos meteorológicos apontam o retorno da La Niña neste inverno, com a gradativa queda na temperatura do mesmo oceano, o que interfere na dinâmica da atmosfera, devido a isso no Tempo em todo Brasil.

Os prognósticos apontam para o período de Junho o tempo permanece seco e com temperatura acima do normal climatológico para a maior parte do país. Na região centro – sul temperatura entre 0,5 ºC a 1ºC acima do esperado, em relação as precipitações é período seco, mas é esperado chuvas dentro do normal, ou, pouco baixo , como pode ser verificado nas projeções de anomalia do INMET a seguir: 

Na imagem do INMET é possível verificar que as chuvas acima do normal somente nas áreas em azul principalmente na Região Nordeste devido ao aumento da temperatura do Oceano Atlântico Tropical, beneficiando a produção de feijão e soja. Mas como mostra a projeção não é o que deve predominar neste mês.

A esperada queda na temperatura não deve marca Junho, os modelos meteorológicos mostram que podemos esperar que seja acima do normal climatológico entre 0.5ºC a 1ºC na maior parte do país. A junção do calor e baixa umidade do ar, o solo permanece com umidade baixa e deve ser um desafio para a produção da 2ª safra.

Neste período é comum a entrada de frente fria na Região Sul então deve-se estar atento a possibilidade geada nas regiões mais altas e pode alcançar o Estado de São Paulo e Sul de Minas Gerais.

Portanto é importante estar acompanhando a previsão do tempo, principalmente devido as mudanças climáticas que tornam a atmosfera dinâmica e instável, para o planejamento em todas as áreas .

 

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O fenômeno La Niña deve impactar a produção no segundo semestre no Brasil.

O fenômeno El Niño gradativamente perde força a partir de abril, conforme dados da agência norte-americana NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), que apresenta a probabilidade de o El Niño permanecer a partir de maio é de 7%.

De acordo com as projeções ( NOAA) a chance de ocorrer o fenômeno La Niña neste momento é de 80% a partir da segunda quinzena de maio e gradativamente influenciará a atmosfera em nível global. Estando consolidado entre o fim da primavera e o verão de 2024/2025, impactando a produção no país.

Ressaltando que as condições climáticas é um fator importante no Agronegócio, por que a produção agrícola ocorre exposta as condições do tempo e a suas mudanças. Sendo os estudos climatológicos uma importante ferramenta no planejamento do produtor.
O prognóstico do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) para o Brasil neste segundo semestre aponta a influência do fenômeno La Niña. Com chuvas irregulares no centro-sul e aumento do volume no norte e nordeste, e possibilidade geada entre junho a setembro no sul do país. As projeções apresentam uma forte intensidade.

 

A La Niña mais forte registrada com temperatura de menos dois no Oceano Pacifico Equatorial ocorreu em 1973, de acordo com os dados de previsão da NOAA, o mesmo acontecerá no inverno brasileiro e essa temperatura pode ficar menor, entre menos três a quatro graus no oceano, no período entre primavera e o verão, resfriando assim toda a costa oeste do Brasil.
Nesta condição as chuvas reduzem muito no Sul do país, inverno com ondas de frio intensa e geada na região Sul, partes do Sudeste e Centro–Oeste e a primavera registrando temperatura abaixo da média e geada tardia nestas áreas. Além da irregularidade das chuvas no Sudeste, intensas no norte e nordeste e a redução no sul do país, principalmente no verão.

A previsão de uma La Niña forte acende um alerta para produtores, na geração de energia e abastecimento no verão 2024/2025, por que 70% do reservatório estão nas regiões com chuvas irregulares devido ao fenômeno, ou com longos períodos de estiagem, que é o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. Sendo necessário iniciar as ações de planejamento destes importantes setores da economia e da sociedade. A seguir a projeção de probabilidade de ENSO para o fim do fenômeno El Niño e o início da La Niña.

 

Fonte: NOAA/Universidade de Columbia . Acesso: 13 de abr.2024

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